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setNovo modelo de recolhimento de tributos traz desafios que vão além da área fiscal e colocam tecnologia, integração e segurança no centro da transformação
A reforma tributária brasileira está promovendo uma mudança que vai muito além da substituição de tributos. Trata-se da forma como determinadas operações de pagamento serão processadas com o Split Payment, que prevê a segregação e o recolhimento dos tributos no momento da liquidação financeira de determinadas operações.
A nova estrutura tributária, com CBS e IBS, entra em vigor em 1º de janeiro de 2027. Já a obrigatoriedade do recolhimento automático nas operações entre empresas fica para 2028, conforme anunciado pela Receita Federal em agosto de 2026. Até lá, as empresas poderão optar de forma voluntária pelo RAD (Recolhimento pelo Adquirente), mantendo o recolhimento tradicional por Darf.É natural que as discussões sobre o Split Payment estejam concentradas nos impactos fiscais e financeiros para as empresas. Mas existe uma dimensão igualmente importante: a tecnológica.
Para bancos, instituições de pagamento e demais participantes do ecossistema financeiro, a mudança poderá exigir adaptações nos processos de liquidação, novas integrações e maior capacidade de processamento e conciliação.
A própria Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já vêm avançando na disponibilização da documentação técnica: em setembro de 2026, publicaram o Ato Técnico Conjunto RFB/CGIBS nº 4, que aprovou o Manual de Habilitação de Participantes e o Manual de Redes, complementando o Manual de Integração e a documentação Swagger divulgados anteriormente.
Isso mostra que a preparação não será apenas tributária. Será também operacional e tecnológica.
Mensageria e integração ganham importância
Quanto mais responsabilidades são incorporadas ao fluxo financeiro, mais estratégica se torna a infraestrutura capaz de conectar diferentes sistemas e participantes de forma segura e eficiente.
Nesse contexto, a mensageria financeira assume um papel relevante. A capacidade de transmitir, receber e processar informações de maneira padronizada, automatizada e rastreável será cada vez mais importante para garantir a continuidade das operações.
A experiência brasileira com o Pix mostrou a importância de uma infraestrutura preparada para processar grandes volumes com segurança e velocidade. O Split Payment acrescenta uma nova camada a esse desafio: conectar o fluxo financeiro ao fluxo tributário.
Preparar a infraestrutura é parte da estratégia
Para as instituições financeiras e de pagamento, o momento é de avaliar os impactos do novo modelo e antecipar necessidades de integração, processamento, conciliação, segurança e rastreabilidade.
Mais do que cumprir uma nova exigência, preparar-se significa construir uma infraestrutura capaz de acompanhar a evolução do sistema financeiro.
Para a JD Consultores, que há 25 anos atua na evolução da mensageria e da conectividade financeira, o Split Payment reforça uma tendência já observada em outras transformações do mercado: quanto mais integrado se torna o sistema financeiro, mais estratégica se torna a infraestrutura que conecta suas diferentes partes.
O desafio, agora, é transformar uma mudança tributária em uma evolução também tecnológica e operacional.