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dezO ano de 2026 será determinante para o ecossistema de pagamentos brasileiro. As instituições do mercado financeiro enfrentarão uma combinação inédita de desafios regulatórios, tecnológicos e operacionais que demandam estratégia, capital e execução imediata.
A antecipação do prazo de autorização do Banco Central — de dezembro de 2029 para maio de 2026 —, as mudanças substanciais nos requisitos de capital mínimo, o avanço das exigências de segurança e a pressão competitiva do mercado colocam as instituições diante de um cenário claro: 2026 não permite improviso.
Instituições que desejam se manter operacionais e competitivas precisam agir agora, e neste artigo mostramos por onde começar.
01) A Urgência nº 1 do setor
Em setembro de 2025, o Banco Central publicou a Resolução BCB nº 494 com o objetivo de aperfeiçoar os mecanismos de segurança e a conformidade de cada instituição, seja ela financeira ou de pagamento, dentro do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).
A nova publicação estabeleceu que todas as instituições de pagamento ainda não autorizadas devem solicitar funcionamento entre 1º e 31 de maio de 2026.
Hoje, o cenário se divide em dois momentos:
- Instituições que ainda não iniciaram o pedido de autorização.
- Instituições que já deram entrada, mas ainda aguardam análise.
Para garantir que os prazos sejam cumpridos, o cronograma a ser seguido pelas instituições de pagamento é bem rigoroso, considerando três fases:
- Fase 1 – Até dezembro de 2025: Preparação completa de documentação técnica, financeira e operacional.
- Fase 2 – Janeiro a abril de 2026: Submissão do pedido com todas as modalidades pretendidas.
Fase 3 – Maio de 2026: Acompanhamento ativo do processo junto ao Banco Central.
02) A Readequação de Capital Mínimo
As mudanças também atingem as instituições a nível de cálculo de capital mínimo, que trouxe impacto direto na organização financeira de cada uma delas.
O novo capital exigido sobe de R$ 1 milhão para R$ 9,2 milhões, em um processo escalonado até janeiro de 2028:
- Até 30/06/2026: capital anterior válido
- Até 31/12/2026: 25% da diferença
- Até 30/06/2027: 50%
- Até 31/12/2027: 75%
- A partir de 01/01/2028: 100% da nova exigência
A dimensão do desafio é grande, segundo dados do próprio Banco Central, com cerca de 500 instituições que precisarão de aporte adicional, somando R$5.2 bilhões de capital atual e, pelo menos, R$4 bilhões extras.
Além disso, parte do capital agora deve cobrir custos estruturais e tecnológicos, exigindo planejamento financeiro e operacional coordenado.
03) Segurança Operacional como foco
- Autenticação biométrica: projeções indicam que 57% das transações digitais serão biométricas até o fim de 2026.
- Gestão de certificados digitais: segregação de acesso, governança e monitoramento constante.
- Monitoramento em tempo real com IA: modelos preditivos como linha de defesa.
- Planos de BCP e DR atualizados: ambientes replicados, failover imediato.
A segurança deixa de ser área de suporte e se torna pilar estratégico.
O ambiente regulatório brasileiro entrou em uma fase de rigor e sofisticação com precedentes. As instituições que se prepararem agora, reforçando capital, infraestrutura tecnológica, segurança cibernética, governança e compliance, estarão prontas para não apenas operar, mas liderar em 2026.
As instituições que não acompanharem esse movimento poderão sentir impactos relevantes em sua capacidade de atuar e competir no mercado.
O cenário regulatório e operacional deixado por 2025 reforça que em 2026 será preciso antecipar tendências, fortalecer estruturas e adaptar processos. E, nesse contexto, contar com parceiros especializados fará toda a diferença.
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